A força organizada dos trabalhadores Portugueses, a CGTP-IN, foi fundada há 45 anos, por iniciativa e convocatória dos Sindicatos dos Caixeiros, actual CESP, Bancários, Têxteis e Metalúrgicos.

Naquele Outubro de 1970, ainda com o repressivo regime fascista a dominar a vida nacional, as Direcções dos Sindicatos dos Caixeiros, actual CESP, Bancários, Têxteis e Metalúrgicos, tiveram a clarividência e audácia de se juntar, unir esforços e convocar uma reunião inter-sindicatos para discutir os problemas que nessa época, como na actual, muito preocupam os trabalhadores tais como:


- A contratação colectiva de trabalho;

- Horários de trabalho e

- Liberdade e a democracia que então não existiam em Portugal


Essa reunião foi fundadora da Intersindical que, contra ventos e marés, resistiu ás investidas repressivas fascistas que perseguiu e prendeu alguns dos seus mais destacados dirigentes, proibiu as reuniões intersindicais, bem como trabalhadores de se candidatarem e vetou a candidatura a eleições sindicais para evitar que os trabalhadores tomassem mais sindicatos nacionais corporativos e os transformassem em instrumentos de acção para a defesa dos interesses de classe, de combate à ditadura e de defesa da instauração da liberdade e democracia.


A ditadura, apesar de intensificar a repressão, não é capaz de acabar com a Intersindical que surge no 25 de Abril de 1974, com prestígio e capacidade para mobilizar os trabalhadores para impulsionar a liberdade e a democracia que tiveram um ponto muito alto nas comemorações do maior 1º de Maio de sempre, entretanto declarado Feriado Nacional, por exigência da Inter-sindical.


A luta dos trabalhadores organizados na Intersindical, faz avançar a roda da história, forçando transformações políticas económicas e sociais que vieram a ter consagração como direitos fundamentais dos trabalhadores e dos cidadãos, no texto da Constituição de Abril, no estado de direito democrático em que vivemos, acabou com a anacrónica e mortífera guerra colonial, que durante doze longos anos devastou a juventude e a sociedade portuguesa e infligiu sacrifícios imensos aos povos das ex colónias, actuais Países de língua portuguesa.


Apesar dos ataques despudorados dos governos e patrões, nas últimas décadas, os trabalhadores alcançaram qualidade e condições de vida que projectaram Portugal para níveis de desenvolvimento social, humano, cultural e económico nunca antes alcançados.


Direitos, salários e condições de vida muito atacados e violentados nos últimos anos pelos governos do PS, PSD e CDS, que os trabalhadores no dia 4 de Outubro têm, com o seu voto, oportunidade de fazer cessar essa política dita de austeridade, e de criar condições, as condições, para uma política de esquerda e soberana, conforme os valores de Abril que resolva os problemas, promova o desenvolvimento e a criação de emprego, reponha os direitos cortados e aumente os salários, melhore os serviços de saúde, educação, justiça e segurança social, conforme a CGTP-IN defende.


Saudamos a CGTP-IN pelo seu 45º aniversário e recordamos e homenageamos os dirigentes sindicais, especialmente do comércio e serviços, que tiveram a coragem e determinação de avançar para a constituição da Intersindical, a força dos trabalhadores.


Lisboa, 30 de Setembro de 2015

A Direcção Nacional do CESP

 

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